21 de outubro de 2012

Os outros nomes de Lana Del Rey


Com este post não imagino estar apresentando a cantora Lana Del Rey. Recentemente ela caiu no gosto do povo e da mídia. Por essa razão, me proponho aqui a trazer um texto um pouco mais aprofundado sobre a morena, ex-ruiva, ex-loira. Pesquisando sobre o seu passado e lendo as matérias antigas feitas sobre ela, encontrei algumas informações e opiniões interessantes que relato em sequência.



Criando Lana Del Rey Elizabeth Grant, é uma das garotas bem nascida de Nova Iorque, embora tenha crescido em Lake Placid. Seu pai é o milionário Rob Grant, um empresário que atua na área de registro de domínios na internet. Como não poderia deixar de ser, muito se especula sobre a influência do papai no sucesso de Liz, mas nada de concreto foi dito ou publicado. Ainda assim, há muita desconfiança acerca do sucesso rápido da garota. Alguns acreditam que a personagem Lana Del Rey, tão caricata, é uma contra cartada norteamericana em resposta ao sucesso de Adele. É inegável que o jogo de marketing praticado por Lana e sua equipe é forte e certeiro. Todos os clipes são hiper produzidos, os figurinos e cabelos sempre perfeitos, além das gravações impecáveis que não condizem com a cantoria da moça que se diz tímida demais para se expressar bem em frente do público. Antes de surgir como a senhorita Del Rey, Elizabeth tentou diversos nomes artísticos, como Lizzy Grant, Phenomena e Sparkle Rope Jump Queen — ousado. O seu título atual é fruto da combinação dos nomes Lana Turner (atriz) e Ford Del Rey (o sedan de luxo da Ford dos anos 80). “Eu estava passando bastante tempo em Miami, e falando muito espanhol com meus amigos de Cuba – Lana Del Rey me lembrava o glamour do beira mar”, justificou a cantora em entrevista à revista Vogue. “Soava lindo, saltando da ponta da língua”, completou. A persona Lana Del Rey é notadamente nostálgica, da maquiagem à produção visual. Para mim, ela é a Lady Gaga dos anos 50/60, misturando o feminino, clássico, e o culto ao desconcertante, atual. Seus vídeos misturam o mais novo e o antigo da produção para a exportação norteamericana. De um lado temos, por exemplo, imagens desbotadas de surf, a Coney Island e artistas como Frank Sinatra e Marilyn Monroe. Alegre. Suave. Azul, branco e rubro. Do outro lado, há sempre a temática da morte, a face inexpressiva, os acidentes, o ritmo lento das filmagens, o sangue. Os personagens inesperados, como a amante mulher, o presidente americano com ares de rapper e, no último clipe, vários homens bem mais velhos e de aparências chocantes. Polêmico. Forte. Gaga.
Lana enumerou como as suas influências artísticas Allen Ginsberg, Elvis Presley, Britney Spears, Nina Simone, Nirvana, Leonard Cohen, Bob Dylan, The Beach Boys, Antony and the Johnsons e Kurt Cobain. Mais moldada a americana impossível. Ainda assim, Lana has left the building. Ela mora em Londres desde 2010.
O estrelato, parte 1: Lizzy Grant O primeiro EP de Elizabeth foi lançado em 2009, chamado Kill Kill, sob o nome Lizzy Grant. Neste período ela chegou a gravar um álbum com um selo pequeno, mas o produto foi removido do mercado pouco tempo depois, provavelmente por falta de verba. Lizzie viveu pouco, antes de nascer Lana. Mas é possível conhecê-la. Num artigo publicado 21 de janeiro de 2012 pelo The Guardian , Paul Harris disse:
“You can still find traces of Lizzy Grant online. There is a video, dated 8 June 2009, that shows a young, casually dressed blonde woman in a green T-shirt and jeans singing alone on stage at a New York music show called The Variety Box. Grant’s voice was strong, but she seemed shy and spoke quietly to the audience to a smattering of applause. Grant looked like any one of hundreds of young artists trying to make it in the clubs and bars of New York, singing their hearts out in the hope that one day they would be spotted. After all, that’s how big names from Bob Dylan to Lady Gaga got their breaks. But success never happened to Lizzy Grant. Her one and only album sank virtually without trace.”
Esta era a Lizzy:
O estrelato, parte 2: Lana Del Rey Morando em Londres, Liz passou o ano de 2010 buscando uma gravadora. Depois de várias recusas encontrou apoio no produtor David Kahne, que já produziu álbuns de Paul McCartney, Regina Spektor e Kelly Clarkson. “Eu queria fazer parte de uma banda, mas o selo com o qual ele estava trabalhando e a equipe queria que eu fosse uma artista solo”, disse a cantora. Em outubro de 2011, o single de estreia de Lana, Video Games/Blue Jeans, foi lançado pela Stranger Records em formato digital e vinyl. O EP chegou à posição nº 5 no iTunes Albums Chart, com apenas horas de lançamento. No mesmo mês, a cantora cantou Video Games ao vivo no Later with Jools Holland, na televisão britânica. No dia 17, o single foi lançado na Grã-Bretanha. Como tem se tornado tradição das faixas de sucesso, Video Games ganhou versões: A banda Bombay Bicycle Club fez um cover no programa BBC Radio 1 Live Lounge e o Kasabian o fez para o Radio 1′s Live Lounge Student tour. O single foi incluído nas séries Gossip Girl e The Only Way Is Essex e o tema “Blue Jeans” foi incluído na série Made in Chelsea. O milagre foi feito. Com ou sem ajuda, em 2011 a carreira de Lana descolou. O mundo todo abriu os braços para “uma glamourosa diva melancólica e vintage“, como foi dito. O sucesso veio antes do álbum. Apenas depois da comoção foi anunciada a data de lançamento do álbum de estréia, Born to Die. Ficou estabelecido: 30 de Janeiro de 2012, no Reino Unido (e 31 de Janeiro no resto do mundo).
 
Para acompanhar o álbum, ou não, no mesmo ano, Lana lançou sua linha de bebidas em embalagens “Tetra Pak”. Recentemente, Lana lançou uma versão mais completa do Born to Die, chamada The Paradise Edition. Das novas trilhas a Ride foi escolhida como single. Abaixo, vemos o clipe da música que é quase um curta metragem. Uma curiosidade é o número de trilhas não oficiais que Lana produziu. Fiz uma playlist no Youtube com todas que encontrei, no total, 96. Muitas delas são excelentes. Lá, também coloquei as músicas do tempo em que Elizabeth ainda assinava Lizzy. Beleza e a fotogenia
Mas Lana não é apenas cantora e compositora. Não, ela é também um rostinho bonito que encabeça um corpo bonito. Em 2011, Lana foi contratada pela empresa de moda Next Model Management, que conta com musas como Ali Lohan (irmã de Lindsay Lohan), Alexa Chung e Solange Knowles (irmã você sabe de quem) em seu time de modelos. A fotogenia de Lana é inegável. Com uma infinidade de fotos rodando pela web, é difícil encontrar uma na qual Lana não esteja linda. Loira, ruiva ou morena, pouco importa. Lana está sempre bem. Eu havia salvado uma centena de fotos da nova diva, mas descobri um tumblr que sana com mais propriedade a vontade dos curiosos e apaixonados por Lana. Também encontramos lá alguns desenhos da cantora.
Lana se valeu da história do seu país para tentar deixar sua marca na história do mundo. A extensão do seu público é homérica. A imagem conta muito, ainda que a música seja interessante, na minha opinião. O sucesso de Lana e de Gaga deflagram sentimentos novos no léxico pop. Talvez o sucesso das duas divas, ainda que magras e sem celulites, indique que o público não quer mais a linguagem do perfeito. Chegou a hora de abrir espaço para a monstruosidade, para a depressão, para o não pertencimento e o sentimento de dúvida. O mundo pop está descobrindo algo novo: somos humanos. Claro, há quem não goste dos lábios, supostamente, cheios de botox de Lana, ou mesmo da sua música melancólica, mas uma coisa é não se pode negar: ela manda bem no marketing.

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